quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Eu


Tenho lido muito pra diminuir dores e saudades e aumentar afetos.

Quero que quem ler esse texto saiba um pouco de mim, nao sei pq mas senti vontade de escrever.

Sou simples demais, gosto do gosto de gostar, sei amar o amor e sei me afastar da dor.

Desejei pessoas e nao as tive, tive muitas vezes o que nao desejava ou nao desejava por que já tinha.

Perdi, ganhei, sofri , chorei, calei e gritei. E assim continuo, perdendo, ganhando, sofrendo, chorando, calando ou gritando.

Apesar de me afastar muitas vezes das pessoas que amo, quero que saibam que continuo amando, só que eu tenho meu jeito torto de amar.

Tenho andado muito calada, quieta, coração pequenino diante de acontecimentos, mas está sendo bom esse CALAR, porque quando o GRITO fluir vai ser para extravasar todo o silêncio que me ajudou a pensar.

E se um dia eu te magoar, me fala. Nao me deixa sem saber, é porque as vezes eu tenho um jeito estúpido de ser e de querer.

Amo a vida.Quero paz.Sou da Paz. Quero abraço, colo, aconchego, mas tambem quero voar, ser livre, ficar solta.E pronto acho que consegui me definir.


Ray Portela

Teresina - Pi - Brasil

Em: 18.02.2009 às 17:20 p.m

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Estar só pode ser um jeito de amar!

Costumamos pensar que só ama, de fato e de direito, quem está com alguém, namorando, casado ou encaixado dentro de qualquer outra relação que inclua o outro, necessariamente. No entanto, estar só também pode ser um jeito de amar, de relacionar-se, mesmo que temporariamente.
Todos nós, em algum momento da vida, já nos encontramos indisponíveis, mesmo que não comprometidos. Seria como dizer que estamos em posição de espera; e a espera pode ser um exercício divino, que inclui paciência, consciência e, fundamentalmente, presença de si mesmo!Então, ama-se só a si mesmo, enquanto se espera para estar pronto. Ama-se só para um período de revisão, de recauchutagem, de reforma interior. Ama-se só para resgatar em si valores perdidos, defasados, esquecidos, para voltar a acreditar em algo que se esvaiu numa decepção, para reformular a alegria, a vontade de viver, o desejo de compartilhar.
Porque engatar uma relação na outra para fugir deste amor só, de si consigo mesmo, é o que muitas pessoas fazem... é o que todos nós, provavelmente, já fizemos alguma vez. Entretanto, se em algum momento decidirmos nos olhar com acolhimento e respeito, certamente perceberemos que ninguém pode curar uma ferida que é nossa. E até para que alguém nos ajude nesta difícil recuperação, precisamos estar prontos, conectados com o que há de mais íntimo em nossas almas. Isto é, amar-se só.
Por outro lado, também existe quem fica continuadamente sozinho, enclausurado em seu próprio medo a fim de evitar a reincidência da dor, para descartar a possibilidade de "perder" novamente. E esta escolha, da mesma forma, também não nos remete à evolução, não nos possibilita uma atualização preciosa para que o amor compartilhado aconteça.Neste sentido, estar só pode deixar de ser incapacidade ou incompetência para se transformar em ‘expertise’; você pode não se comprometer com o outro - seja por decisão pessoal ou circunstancial - para estar melhor, mais inteiro, mais atraente e consciente do amor que quer compartilhar, para que quando o outro chegue, você possa recepcioná-lo à altura do que tem para oferecer.Creio que esteja mais do que na hora de pararmos de impor uma relação direta entre "estar junto e feliz" e "estar só e abandonado". Ou seja, estar junto nem sempre significa estar feliz, assim como estar só pode não ser sinônimo de abandono. A referência é interna e pessoal. O centro é o coração de cada um e, por isso mesmo, a decisão de ficar ou de ir, de fechar-se ou de se abrir deve estar baseada na percepção que você tem de si mesmo, no amor que sabe de si, que reconhece seu momento, e que escolhe, a despeito das pressões sociais, se compartilha amor ou se o singulariza temporariamente.
Sinto que vale esclarecer que não estou defendendo o não-amor, até porque vocês sabem - não acredito nisso. Pessoas que insistem em justificar sua "solidão" em nome da não necessidade do outro estão, a meu ver, tentando encobrir uma carência inconsciente, latente, gritante e muito mais visível do que imaginam. Todos nós precisamos do outro, não porque sejamos insuficientes a nós mesmos, mas porque é no ato de compartilhar vidas que nos tornamos mais inteiros, mais felizes, mais humanos.
Quando defendo o amor só - veja! - não deixei de falar de amor. Falo do amor primeiro, do essencial, do amor por si. E, sobretudo, falo de um período e não de uma decisão irrefutável, como crenças limitantes que não nos levam a nenhum ganho. De qualquer maneira, continuo, então, defendendo o amor compartilhado, com o outro, mesmo que seja somente depois de um tempo de amor singular!
(Rosana Braga)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Texto de Fernando Pessoa - Lindo

POSSO TER DEFEITOS, VIVER ANSIOSO E FICAR IRRITADO
ALGUMAS VEZES, MAS NÃO ESQUEÇO DE QUE MINHA VIDA
É A MAIOR EMPRESA DO MUNDO. E QUE POSSO EVITAR QUE
ELA VÁ A FALÊNCIA. SER FELIZ É RECONHECER QUE VALE
A PENA VIVER APESAR DE TODOS OS DESAFIOS,
INCOMPREENSÕES EPERÍODOS DE CRISE.
SER FELIZ É DEIXAR DE SER VÍTIMA DOS
PROBLEMAS E SE TORNAR UM AUTOR DA PRÓPRIA HISTÓRIA.
É ATRAVESSAR DESERTOS FORA DE SI, MAS SER CAPAZ DE
ENCONTRAR UM OÁSIS NO RECÔNDITO DA SUA ALMA .
É AGRADECER A DEUS A CADA MANHÃ PELO MILAGRE DA VIDA.
SER FELIZ É NÃO TER MEDO DOS PRÓPRIOS SENTIMENTOS.
É SABER FALAR DE SI MESMO. É TER CORAGEM PARA OUVIR UM 'NÃO'.
É TER SEGURANÇA PARA RECEBER UMA CRÍTICA, MESMO QUE INJUSTA.
PEDRAS NO CAMINHO?
GUARDO TODAS, UM DIA VOU CONSTRUIR UM CASTELO...